sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Matu(tando)(rizando)(Amadurecendo)(Ou qualquer coisa assim)


  Maturidade é se reconhecer nas universalidades sem ter medo de não estar sendo único e pessoal. É entender que a extensidade e a intensidade com que se ama ou se faz as coisas dizem mais sobre nós do que a presença ou ausência delas dentro do que nos preocupa. 

  Maturidade é entender-se dono das próprias escolhas, enxergar o tamanho da responsabilidade que isso significa e, ainda assim, não se assustar tanto. É confiar. Esperar. Acreditar que no tempo certo vamos saber o que fazer, como fazer. 

  Maturidade é a resignação de sentar pra estudar quantas horas a matéria da prova demandar, sem maldizer por ser tanta, sem se revoltar, sem brigar. É entender que é impossível pular do primeiro ao último degrau da escada sem passar antes por cada um daqueles que compõem o meio. 
  Maturidade é, de certa forma, a serenidade mediante o que se quer, mas não se pode resolver. É olhar pro próprio erro não como um castigo, não como o próprio vômito, mas como parte dos tais degraus que te levaram pro alto da escada. É não sofrer pelo o que não se pode fazer, pelo o que tem que fazer, pelo o que ainda virá. É tentar entender a modalização das paixões sem desespero, é ter paciência. 
  Maturidade é tudo o que eu queria e não queria ter, diante desse você que sou eu mesma, mas que não era há alguns dias, e que continua se transformando, consciente e inconscientemente, a cada ciclo com menos ansiedade e mais confiança. 
  Maturidade é o silêncio da noite dizendo que é hora de dormir, e não de fazer uma entre o milhão das coisas que têm tanta pressa dentro de si. 
  Maturidade é tranquilidade mediante a sensação de despertencimento, é entender que fomos feitos de maneira única e irrepetível pra descobrir, diferenciar, procurar, única e irrepetivelmente, novos caminhos e novas maneiras de procurar um caminho. Sem nunca se encontrar, aceitando o desconcerto do mundo, a não ser que o encontro seja só mais um novo caminho. 
  Maturidade é não dizer o que ainda não sabe como dizer. É ter mansidão pra sentir o sofrimento e a alegria na mesma proporção, sem desespero, cientes de que nada, mas nada mesmo, dura pra sempre (e fazer desta última constatação um consolo).
  Maturidade sou eu. E é tudo o que eu não sou. É um sopro, um momento. São alguns dias. É uma situação e um milhão de não-situações. Maturidade é virtude. É pesar. É uma mistura danada, mas ai de mim se deixar ela pra lá!

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