terça-feira, 26 de abril de 2016

No infinito dos olhos



Há poesia sem versos
no avesso dos olhos
que olhares sinceros
se põem a trocar.

Há estrelas que brilham,
misteriosas e aflitas,
no infinito dos olhos
que me vêm encontrar.

Há infinitos brilhantes,
há paraísos cortantes,
dentro de um só instante,
nesse teu olhar.

Há você e teus olhos
infinitos nos sonhos,
que há tantos outonos
eu tento achar.

Há milhares de cores,
videiras de amores,
há raízes e flores,
um lar pra morar.

Há poesia, meu bem,
em cada além
da sutileza ao fitar.

Há o tremular e bambear de pernas
Há a sinfonia de borboletas eternas
Há o meu desmanchar apenas
Em te ver caminhar.

Há o passo que passa
Direto e sem graça
Pela fresta da casa,
(Inebriante e infinita)

Que é o teu olhar.

4 comentários:

  1. Há uma menina que admiro
    Os seus textos amar

    Sendo a rainha do sorriso mais lindo
    Admito, não vou negar

    Que por ti eu me confesso
    Quero muito te beijar

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