quinta-feira, 17 de março de 2016

A Lista de Brett - Resenha

Quem acompanha as resenhas que eu faço por aqui e já leu esse livro sabe exatamente porquê ele me conquistou ao ponto de ganhar uma resenha. Mas pra quem não o faz, eu vou tratar de explicar...
 A Lista de Brett foi um livro que eu não escolhi ler, mas que veio às minhas mãos, o que me deixou até bem grata, porque eu o agarrei com unhas e dentes depois da enxurrada de livros pouco inspiradores pela qual passei, e ele, apesar de eu ter muitas críticas a fazer, foi um livro que amoleceu meu coraçãozinho.
 Pois bem. Brett é uma mulher de 34 anos, pouco exigente com a vida e consigo mesma. Ela namora e mora com Andrew há 5 anos, mas esse relacionamento já deixou de ser um relacionamento há tempos. Além disso, ela trabalha na empresa da mãe, fazendo uma coisa que não gosta de verdade. E como se não bastasse tudo isso, sua mãe falece depois de alguns poucos meses lutando contra o câncer e deixa sua herança para todos os filhos, exceto ela, que deverá cumprir uma antiga lista de sonhos, que fez quando ainda era adolescente, no prazo de um ano para poder enfim recebê-la.
 A princípio, eu achei a ideia genial. A ideia do livro é genial. Quantas mulheres se perdem dos seus sonhos depois de anos presas num comodismo que não as leva para frente? Quantos de nós não nos perdemos de nós, dos nossos sonhos, da nossa essência, porque está mais fácil deixar tudo como está?
É exatamente isso que está acontecendo com Brett, e apesar de relutar contra o último pedido da mãe, ela percebe que mães recebem esse nome porque sabem exatamente do que precisamos e quando precisamos, e embora a mãe dela tenha morrido, nem assim deixou de cuidá-la.
 Eu me emocionei lendo alguns trechos do livro, principalmente os trechos das cartas da mãe dela pra ela, talvez porque me imaginei na sua mesma situação, sofrendo pela perda de alguém tão insubstituível como minha mãe seria pra mim...
 No entanto, devo dizer que por trás desse enredo emocionante e original (apesar dos clichês, que precisam estar presente nos romances), encontrei alguns defeitinhos que me fizeram duvidar da Lori Nelson Spielman, como o fato de a história dar a impressão de estar sendo corrida, com a omissão de bastante detalhes que poderiam aprofundar nossa relação com os personagens e o próprio enredo; além da previsibilidade que alguns capítulos sugerem em relação à outros - eu mesma deduzi, e acertei, o que ia acontecer mais de quatro vezes - e total estado de consternação em que fiquei quando descobri quem seria seu mocinho salvador. Descoberta esta que, apesar dos trechos previsíveis, me surpreendeu, mas não positivamente.
Agora, se há um segundo culpado no meu aval que não favoritou A Lista de Brett, podemos falar da editora Verus, que deixa muitos trechos sem travessão e ponto final e várias palavras sem acento. Não sei se tem algo a ver com problemas na hora da impressão ou foi a edição que deixou escapar alguns detalhes mesmo, então é bem provável que eu dê uma segunda chance aos livros dessa editora (confiando na primeira hipótese).
 Alguns críticos apontaram a escrita e as histórias da Lori como ideais para fãs de JoJo Moyes (que eu já li e não gostei muito) e Cecelia Ahern (que ainda não conheço). A julgar pela possível semelhança com JoJo; a minha necessidade de detalhes que nos ajudem a se enveredar pelo interior dos personagens, e que não encontrei; somados à falta que senti de uma das cartas do livro pela qual mais esperei, talvez tenhamos encontrado o motivo pro livro ser uma graça e ainda assim não ter entrado pros meus favoritos. Mas a leitura vale a pena. E está recomendado!

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