quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Xô anacronismo!

  A gente muda. 
  Pitty e o seu teto de vidro moraram na minha cabeça por muito tempo, enquanto ambos foram donos de uma maravilhosa trilha sonora de uma maravilhosa temporada de Malhação. Como é de se esperar, cantor que tem uma música boa leva a gente a procurar suas outras músicas, na esperança de que também sejam boas, e a Pitty, que nunca decepciona a galera no quesito qualidade, ganhou meu coração desde então.
 Logo em 2005, um ano depois de 'teto de vidro' ganhar as rádios e os corações pré e pós adolescentes através da novela, chegou às lojas o intitulado 'Anacrônico', novo álbum da nossa musa que trazia consigo a minha canção preferida pros momentos mais doloridos da vida - 'Na sua estante'. Eu, que muito pouco me ligava em lançamentos de álbuns bem como as análises das letras, só fui perceber a grandeza do título semana passada, quando estava estudando as 'bases da cultura ocidental'.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A arte do encontro


Já escrevi contos baseados em releituras distorcidas de músicas. Já me inspirei com biografias. Já escrevi até mesmo sobre conversas entre pessoas bêbadas que testemunhei sóbria. Eu guardava uma música pro grande amor da minha vida.
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  Eu paro e respiro e já sei. 
  Sou aquele alguém que escreveu sempre com a alma de quem vive, mas sabe que vai morrer. E é essa a grande magia - ansiar tanto por sentir todas as coisas, e sentir tanto todas as coisas, que é necessário registrá-las, mesmo que desconexamente, antes que essa vida se esgote.
  Mas há ainda e sempre pensamentos que guardo comigo, que sinto pertinho de mim, que me são tão caros e íntimos quanto meus próprios sonhos. Eles guardam uma parte de mim, e talvez por isso sejam reservados ao ponto de passarem uma vida tentando ser expulsos de algum jeito que não sei (ou talvez não queira) expulsar e sempre retornam à minha mente, aos meus argumentos, aos meus sonhos de madrugada...
  Estive procurando variações e origem da palavra lar. Tenho essa palavra dentro de mim. Guardo ela comigo. Não como se guarda os livros da escola na mochila. Mas como se guarda um momento bom no baú das lembranças; como se guarda a palavra de cada momento que você já viveu.
  Depois do texto sobre as palavras eu pensei muito sobre escolher de fato uma palavra. Já disse que amo que bizarro seja a bola da vez mas a verdade é que minha alma tem um palavra também, e essa palavra é lar.