sábado, 9 de janeiro de 2016

Escolha a sua palavra

 Honestamente não sei dizer quanto de mim é o diálogo interminável comigo mesma e amiga íntima de palavras e mais palavras, mas é fato que no último papo cabeça que tive comigo mesma ficou decidida uma coisa: é preciso dar nome aos bois. 
 Eu não espero que você ache que esta é uma publicação normal. 
 Ao longo dos últimos dias eu me encontrei com pessoas diferentes que me disseram a mesma coisa: você precisa de uma palavra. 
 Pra tudo nessa vida há uma palavra. A minha palavra pros livros é querer mais (foi mal, foram duas), minha palavra pra vida amorosa é intensidade, minha palavra pras pessoas é preguiça, minha palavra pra minha inspiração é a expressão "entre tapas e beijos" mas, o melhor de tudo é que a minha palavra do momento é bizarro. 
 É por isso que este não é um texto comum. Ele tem de ser bizarro, pra fazer jus ao momento. 
Pensei em pelo menos vinte e cinco mil bizarrices diferentes pra demonstrar aqui o porquê da minha palavra ser esta, mas não vamos fazer do blog um diário, vamos dar aos textos asas e deixar que eles sirvam como utilidade pública. Vamos nomear e denunciar bizarros os bois absurdos que passam pelo nosso caminho! Mãos à obra!
 Dentre todas as bizarrices que tão comumente me tem atingido a primeira é estar verdadeiramente feliz. Sei que é bizarro dizer que a felicidade é uma coisa bizarra, porque faz parecer que eu vivo infeliz, mas a verdadeira questão aqui é que a plenitude só é plenitude quando a felicidade não requer esforço, quando ela nasce natural e inesperadamente, quando você entende na pele porque Marcelo Jeneci acha que é só "questão de ser". 
 E aí então eu posso dizer que não quero denunciar essa plenitude que me tem feito tão bem. Eu quero me alegrar com o fato bizarro de essa plenitude ter me dado a oportunidade sensacional de ignorar solenemente opiniões desprezíveis justamente porque to tão plenamente feliz do jeito que eu to que não faz sentido mudar o rumo. 
 Aqui eu poderia lançar mão da minha mais nova obra de filosofia inspiracional e te dizer que você também é capaz de encontrar seu ponto bizarramente inatingível de equilíbrio, mas o combinado foi denunciar aqueles bois mal educados que vêm em comitiva no meio da estrada quando você tá atrasado. 
 É por isso que vamos falar da mais bizarra situação por mim encontrada nos últimos dias: ir parar numa roda de amigos que me sugeriu ardentemente uma pausa nos sentimentos intensos. 
  PAREM! AGORA! 
  O QUE QUER QUE ESTEJAM FAZENDO, PAREM! 
 Alguém por aí conhece uma música realmente boa que não traga sentimentos intensos nela? Algum de vocês já se deparou com um chocolate apenas superficialmente sensacional? Será que há um pioneiro, colonizador, bandeirante emocional que se encontrou com alguma situação que o fez se sentir verdadeiramente feliz sem passar pela intensidade?! 
 Tenham. Dó. 
 Eu me apaixono sim. E sofro pra caramba também. Eu vivo tanto uma história de série ou livro que fico mal quando ela acaba e me dou conta de que não era real. Eu fecho os olhos quando to sozinha só pra pensar num beijo bom e sentir o frio na barriga pelo sorriso que vejo depois. Eu sou bizarra e absurdamente intensa e ai de quem vier me dizer que se doar tanto assim é desnecessário. 
 Eu não acredito que coisas boas aconteçam se você não desejar intensamente com cada pedaço de você que elas aconteçam. Eu não quero ser a pessoa que ouve Safadão e sai por aí namorando todo mundo se esse todo mundo não tirar de mim pelo menos um daqueles risos tão profundos que são seguidos por um suspiro da alma. Eu me recuso terminantemente a fazer qualquer coisa que não exija de mim sentimentos. Bons. Intensos. Verdadeiros. 
 É bizarro que eu saiba que isso vai me fazer sofrer e ainda assim me negue a fazer diferente. Mas é inaceitável que alguém tente me convencer a não colocar meu coração inteiro em cada coisa. Porque bizarro é a minha palavra. E intensidade também. E eu gosto que seja. Aliás, eu amo bizarra e intensamente que seja.

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