terça-feira, 5 de novembro de 2013

Insaciável - resenha

 Cá estou eu.
 Preciso começar dizendo que quando escrevo uma resenha – e eu quase nunca escrevo – gosto de escrevê-la no calor do momento de uma indignação ou super-satisfação literária, que é pra eu pegar a essência da minha verdadeira opinião, e depois que a mesma tiver acabado voltar a ler a tal resenha e dar uma garimpada nos excessos.
 Há pelo menos quatro anos eu ganhei um livro da Meg Cabot, que inclusive era da série O Diário da Princesa, e por mais que eu estivesse no ápice dos meus 12 anos, o livro não me prendeu nem um pouco!
 Apesar disso, eu considerei a boa fama que essa moça tem por aí, e feliz(ou infeliz)mente comprei mais dois livros que me chamaram a atenção só por uma questão de “perder a má impressão”, mesmo sabendo – e acreditando - que a primeira impressão é a que fica.
 Pois bem.
 O primeiro dos dois livros foi Liberte Meu Coração, e com todos os mimimis não foi bem o que eu esperava dessa autora de tanto prestígio. E determinantemente comecei a ler Insaciável, que é o bendito sobre o qual eu resolvi falar.

 No básico, a história se trata de uma escritora de novela que detesta todo o sensacionalismo criado em cima dos romances com vampiros, mas se apaixona por um, e tem que lidar com todas as conseqüências de se apaixonar por um “príncipe das trevas”.
 Acho importante deixar uma coisa bem clara: não é porque um livro se trata de vampiros, em meio a todo esse sensacionalismo, que a história, saga, ou conto com o mesmo tema precise ser necessariamente ruim. Os autores tem liberdade (e, esperamos, criatividade) para inventar todo um cenário de personagens, ambientes e afins.
 Mas não é o que a Meg fez.
 A história é uma mistura absurda e mal sucedida de Crepúsculo, Academia de Vampiros e Drácula.
 Além disso, o enredo me apresentou uma postura medieval perante a Igreja Católica, pelo fato de revelar uma “Guarda Palatina” que existe para salvar a humanidade dos demônios (vampiros) que rondam a face da Terra, e faz isso com personagens muito pouco cativantes.
 Outra coisa que me desagradou bastante foi a personagem principal ter-se apaixonado tão rápido pelo carinha, e isso levá-la a alegar amor no dia seguinte ao que o conheceu, sendo que eu, você e o resto do mundo sabemos que as coisas não acontecem assim.
 Contudo, é digna de mérito a escrita da Meg. Apesar dos pesares o livro é bem redigido e faz a gente querer ler mais ao longo da história. E além disso, o final do livro me surpreendeu, já que eu havia desacreditado de alguma atitude sã depois de tantas sandices num mesmo livro. Mas a boa escrita não vale um livro. E isso é tudo.

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