terça-feira, 22 de outubro de 2013

Reciclagem

 Passei os últimos dias com um bendito de um “nanana” na cabeça.
 De tanto que eu cantarolava uma amiga acabou reconhecendo: era Carnavália, dos Tribalistas. Nem preciso dizer que passei o resto da semana ouvindo o (nostálgico) volume único deles, e invejando todos aqueles traços de genialidade poética e musical, né?
Pois bem. Não satisfeita em ouvir o cd algumas milhões de vezes, acabei stalkeando um pouco da história dos três e descobri que o álbum surgiu por um acaso...
 ... a Marisa Monte foi convidada a gravar uma participação especial no álbum que o Arnaldo Antunes estava gravando na época, e que estava sob a produção de Carlinhos Brown.
Passando a semana juntos, eles compuseram algumas músicas aleatórias (o que eu definiria como um ótimo aproveitamento de inspiração e talento conjuntos), mas nem pensavam em gravar um cd.  
 Quando o trio saiu da Bahia (onde eles gravaram a participação da Marisa no cd do Arnaldo), acabaram percebendo que as músicas nascidas dali há pouco, formavam um repertório para um álbum próprio, e algumas reuniões depois, nasceu o cd e o DVD d’Os Tribalistas.
Stalker a parte, eu acabei fazendo uma ligação meio tijolo* entre a formação dos Tribalistas e a vida...
 ... Acontece que quando a gente faz as coisas por prazer, sem ficar pensando muito no que vem depois, as coisas fluem.
 Explicar-me-ei.
 É como dizia a autora mais incrível que eu já li, Jane Austen, em Orgulho e Preconceito: “(...) ela descobriu, como antes já muitas vezes acontecera, que os acontecimentos esperados com impaciência não produziam, ao se realizarem, toda a satisfação que deles se esperava”.
 Os caras estavam juntos, na Bahia, gravando uma participação num cd, e já que estavam juntos, decidiram fazer música, simplesmente porque é o que eles gostam de fazer. E então, do conjunto dessas músicas nascem Os Tribalistas, e vendem - entre o público nacional E internacional - 2,1 milhões de cópias! Não é bizarro?
 Pensei em mil e uma maneiras de “levar isso pra vida”, como costumam dizer por aí. É tudo uma questão de boa vontade e paciência.
 Se você faz alguma coisa pensando no bem que isso te faz, o que vier depois disso é lucro, e você não perdeu tempo, porque certamente, certamente aprendeu alguma coisa com aquilo.
 A regra é não depositar muita expectativa, e se deixar levar pela maré da boa vontade. Tô até pensando em escrever poema! Hahahaha

- Só por uma questão de depositar minhas esperanças em algo que eu gosto, sem esperar nada em troca, aqui o link da música-razão de tantos parágrafos.
- Comparação “tijolo” quer dizer fazer uma analogia sem sentido. 

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