segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Delírio

 A inutilidade da semana tem serventia enlouquecedora.
 Sem subjetivismo.
 Tratemos, pois, do que interessa. E desde o início!...
 ... Para um aluno a beira do precipício num último trimestre a vida escolar fica especialmente desanimadora, considerando o esforço sobre-humano que exige a missão de acordar cedo e ir pra escola assistir aula de filosofia. =S
 Tendo em vista as especificidades particularmente desencorajadoras da aula, é quase impossível não começar a viajar e de repente se pegar desejando padrinhos mágicos que possam te tirar dessa realidade maçante e dar o poder da invisibilidade, do voo ou quem sabe uma viagem no tempo(!)...
 E é aí que o devaneio cria asas!
 A imaginação de um aluno frustrado SEMPRE pode surpreender, caro leitor! E a ideia da vez é: what about uma viagem (no sentido completo tanto da gíria quanto do verbo) que misture o universo paralelo da minha mente ao poder de caminhar entre as barreiras do tempo????
 Nha, que confusão!
 Tentemos resumir numa simples teoria: E se todos os livros - que contenham uma história -fossem, na verdade, uma ligação inconsciente entre a mente do escritor e um universo paralelo, de maneira que o enredo do livro seja um relato dos acontecimentos históricos desse outro mundo(?), que existe em algum outro lugar, e que de algum modo já esbarrou ou vai esbarrar na vida de quem lê ou escreve o livro?
  INSANO! E só.
  Fico até triste ao perceber a verdadeira e real impossibilidade de tudo isso e me despeço, triste, na esperança de que Deus me explique, quando eu morrer, o propósito (momentaneamente frustrante e inútil) da imaginação.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Reciclagem

 Passei os últimos dias com um bendito de um “nanana” na cabeça.
 De tanto que eu cantarolava uma amiga acabou reconhecendo: era Carnavália, dos Tribalistas. Nem preciso dizer que passei o resto da semana ouvindo o (nostálgico) volume único deles, e invejando todos aqueles traços de genialidade poética e musical, né?
Pois bem. Não satisfeita em ouvir o cd algumas milhões de vezes, acabei stalkeando um pouco da história dos três e descobri que o álbum surgiu por um acaso...
 ... a Marisa Monte foi convidada a gravar uma participação especial no álbum que o Arnaldo Antunes estava gravando na época, e que estava sob a produção de Carlinhos Brown.
Passando a semana juntos, eles compuseram algumas músicas aleatórias (o que eu definiria como um ótimo aproveitamento de inspiração e talento conjuntos), mas nem pensavam em gravar um cd.  
 Quando o trio saiu da Bahia (onde eles gravaram a participação da Marisa no cd do Arnaldo), acabaram percebendo que as músicas nascidas dali há pouco, formavam um repertório para um álbum próprio, e algumas reuniões depois, nasceu o cd e o DVD d’Os Tribalistas.
Stalker a parte, eu acabei fazendo uma ligação meio tijolo* entre a formação dos Tribalistas e a vida...
 ... Acontece que quando a gente faz as coisas por prazer, sem ficar pensando muito no que vem depois, as coisas fluem.
 Explicar-me-ei.
 É como dizia a autora mais incrível que eu já li, Jane Austen, em Orgulho e Preconceito: “(...) ela descobriu, como antes já muitas vezes acontecera, que os acontecimentos esperados com impaciência não produziam, ao se realizarem, toda a satisfação que deles se esperava”.
 Os caras estavam juntos, na Bahia, gravando uma participação num cd, e já que estavam juntos, decidiram fazer música, simplesmente porque é o que eles gostam de fazer. E então, do conjunto dessas músicas nascem Os Tribalistas, e vendem - entre o público nacional E internacional - 2,1 milhões de cópias! Não é bizarro?
 Pensei em mil e uma maneiras de “levar isso pra vida”, como costumam dizer por aí. É tudo uma questão de boa vontade e paciência.
 Se você faz alguma coisa pensando no bem que isso te faz, o que vier depois disso é lucro, e você não perdeu tempo, porque certamente, certamente aprendeu alguma coisa com aquilo.
 A regra é não depositar muita expectativa, e se deixar levar pela maré da boa vontade. Tô até pensando em escrever poema! Hahahaha

- Só por uma questão de depositar minhas esperanças em algo que eu gosto, sem esperar nada em troca, aqui o link da música-razão de tantos parágrafos.
- Comparação “tijolo” quer dizer fazer uma analogia sem sentido. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

starting from the beginning

 Eu sempre quis ter um blog. Tipo top 5 da wishlist da vida.
 Sempre dediquei todo o tempo livre que eu tive na vida pra pensar nas vantagens de verbalizar e registrar minhas opiniões e pensamentos sobre qualquer assunto, na hora que der vontade, de modo que alguém pudesse ler tudo isso depois, e que os comentários críticos me ajudassem a ser uma escritora (ou jornalista, não decidi ainda) melhor no futuro.
 Pois bem.
 Nunca deu muito certo. Acho que é por isso que eu desanimei e agora tenho dúvidas sobre a posição que o blog ocupa na minha extensa wishlist.
 Quando eu tentei, geralmente esquecia de postar, me perdia na essência do blog, falando de temas muito aleatórios, ou então deixava a inspiração fugir, e não ia buscar depois.
 Porém, considerando a quantidade de coisas que a vida no ensino médio me obrigou a abandonar, eu decidi não entender toda a falta de sucesso que tive no primeiro blog como um sinal vermelho, e aqui estou tentando hard ter um blog, outra vez.
 Não tenho certeza sobre a frequência na qual eu vou publicar coisas aqui, e também não sei como vou editar o layout dessa vez, mas estou esperançosa e confiante na chance pequena, porém existente, que isso tem de dar certo.